Algumas histórias e tradições da Velha e sempre nova Academia, neste XI de Agôsto.
TROVAS ACADÊMICAS
Trova Tradicional: Onde é que mora a amizade, Onde é que mora a alegria? No Largo de São Francisco, Na Velha Academia! -
Monumento ao Soldado Constitucionalista: Quando se sente bater No peito heróica pancada Deixa-se a folha dobrada Enquanto se vai morrer!
Trovas Boêmias: A moça disse para outra: Com este eu não me arrisco, Pois ele estuda Direito No Largo de São Francisco. -
Não sei se é fato ou se é fita, Não sei se é fita ou se é fato. O fato é que ela me fita, Me fita mesmo de fato.
- A moça que eu namoro E que me quer tanto bem, Tem um sorriso que encanta, Quinhentos contos também! -
Eu vi um rio chorando, Onde , tu foste banhar. Chorava o pobre regato Por não poder te levar. -
Quisera ser trepadeira Pra na parede subir, E vê-la todas manhãs, No seu quarto de vestir.
- Muita espécie me causam As tuas roupas, ó prima! São muito altas em baixo, São muito baixas em cima.
- Parece mentira, parece, Mas é verdade patente, A gente nunca se esquece De quem se esquece da gente!
- Mal sabes tu que desprezas Os olhos com que te sigo, Que meus olhares são rezas, Ditas baixinho, comigo…
- O amor de um estudante, Dura apenas uma hora: Bate o sino, vão pras aulas, Vêm as férias, vão-se embora…
- Quando saí lá de casa Meu pai me aconselhou: “Meu filho nunca se case, Seu pai nunca se casou!”
- Mulher é ser superior, Que sem se querer se quer. Pois se há mulher sem amor, Não há amor sem mulher!
- Peguei a perna da velha, Pensando que era a da filha! Perna de velha é cascuda, Perna de moça é macia!…
- Os homens são uns diabos, Não há mulher que o negue. Mas todas elas procuram Diabo que as carregue!
- Orgulho Franciscano:
O tempo que vai passando, Não passa na Faculdade, Aqui sempre nos sentimos Com vinte anos de idade!
- Coloca nestas Arcadas As cordas de meu violão, O vento inventa a poesia E o pátio vira canção!
- Quem entra na São Francisco Tem mais amor à verdade, Pois leva sempre no peito A chama da Liberdade!
- Passou-se um século e meio Cobriu-se o Largo de glória, E a História da Faculdade É a Faculdade da História!
- Só o verdadeiro poeta Vive alegria: Ser filho da São Francisco, Da Velha Academia!…
- Memórias da São Francisco, Que eu canto com emoção, Em cada canto do Largo Eu largo meu coração!
- Já tentei formas novas, Foi mais ou menos em vão… Hoje nestas velhas trovas Falará o meu coração
- Trovas Satíricas:
Escola sem cola não é escola, Escola sem cola não há. Se tiram a cola da escola Ninguém consegue passar!
- Estava numa lanchonete Tomando um refrigerante. Veio o Goffredo e me disse: “A norma é autorizante!”
- Estava domingo na praia, Comendo amendoim, Chegou o Ataliba e disse: “O Estado é meio e não fim”.
- O Ministro Buzaid, Homem de idéias fecundas: Ministro dos militares, Enfiou o Direito na bunda!…
- Que engano o de quem procura Luzir, brilhar como a luz… O dia que mais fulgura Maiores sombras produz!
- Anões bezuntados de óleo, Ovelhas de Santa Liga. Azeite de oliva na cara, Catupiry na barriga.
- Deus pôs as pragas no mundo Pra punir os infiéis: No Egito pôs gafanhotos No Brasil pôs bacharéis!
- Se o elefante voasse, Seria o rei dos insetos… Mas como elefante não voa, Não é o rei dos insetos!…
- LEI LEI DE XI DE AGÔSTO DE 1827. “ Dom Pedro Primeiro, por Graça de Deus e unânime aclamação dos povos, Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil: Fazemos saber a todos os nossos súditos que a Assembléia Geral decretou, e nós que remos a Lei seguinte: Art. 1.º – Criar-se-ão dois Cursos de Ciências Jurídicas e Sociais,
um na Cidade de S. Paulo, e outro na de Olinda, e neles no espaço de
cinco anos, e em nove cadeiras, se ensinarão as matérias seguintes: Mandamos portanto a todas as autoridades, a quem o conhecimento e execução da referida Lei pertencer, que a cumpram e façam cumprir e guardar tão inteiramente, como nela se contém. O Secretário de Estado dos Negócios do Império a faça imprimir, publicar e correr. Dada no Palácio do Rio de Janeiro aos 11 dias do mês de agosto de 1827, 6.º da Independência e do Império. IMPERADOR com rubrica e guarda. (L.S.) Visconde de S. Leopoldo. Carta de Lei pela qual Vossa Majestade Imperial manda executar o Decreto da Assembléia Geral Legislativa que houve por bem sancionar, sobre a criação de dois cursos jurídicos, um na Cidade de S. Paulo, e outro na de Olinda, como acima se declara. Para Vossa Majestade Imperial ver. Albino dos Santos Pereira a fez. Registrada à fl. 175 do livro 4.º do Registro de Cartas, Leis e Alvarás. – Secretaria de Estado dos Negócios do Império em 17 de agosto de 1827. – Epifanio José Pedrozo. Pedro Machado de Miranda Malheiro. Foi publicada esta Carta de Lei nesta Chancelaria-mor do Império do Brasil. – Rio de Janeiro, 21 de agosto de 1827. – Francisco Xavier Raposo de Albuquerque. Registrada na Chancelaria-mor do Império do Brasil à fl. 83 do livro 1.º de Cartas, Leis, e Alvarás. – Rio de Janeiro, 21 de agosto de 1827. – Demétrio José da Cruz –http://www.oab.org.br/hist_oab/links_internos/ant_leiago.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/LIM/LIM-11-08-1827.htm
FOTOGRAFIA http://www.br360.com.br/sp/flash/sfrancisco.html POESIA “Perdoai-me, leitor, se até agora Pode bem ser que o livro não abrisse, (Fagundes Varela, Parêntesis – Arcadas, década de 1860) |